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Em meados dos anos 70, amigos de infância reuniam-se, religiosamente, todos os finais de semana para jogar bola e fazer pagode no bairro do Butantã. O time de futebol batizado de Juventude Butantã, “JB”, percebeu a boa aceitação e decidiu criar um grupo musical para tocar em bares e eventos da cidade de São Paulo, mesmo sabendo que iriam ter que enfrentar a resistência social que recaía sobre o samba naquele momento histórico. Foram incríveis dias de luta, varando madrugadas tocando em bares, praças e quadras de escolas de samba, tais como, Camisa Verde e Branco, Unidos do Peruche, Mocidade Alegre entre outras.
Em 1980, os integrantes do Grupo JB inauguraram a casa noturna “JB Sam`bar”, nas proximidades da Universidade de São Paulo, (USP), local que tornou-se parada obrigatória para jovens estudantes e sambistas, nos finais de semana, para ouvir o Grupo JB tocar e saborear a deliciosa feijoada da simpática mamãe Elza Camargo.
O sucesso estava garantido em toda a comunidade. A fama do espaço cruzou fronteira, derrubou barreiras e preconceitos trazendo para São Paulo personalidades do samba como; Leci Brandão, D. Ivone Lara, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão entre outros. Quando chegavam e visitavam o “JB Sam’bar”, ficavam entusiasmados ao sentir toda a musicalidade de nossa gente que ali se abrigavam tranqüilamente e cantando até o romper da madrugada. Surgia um novo momento na história do samba paulista, que ficou documentada nas paredes da casa noturna através das dedicatórias escritas em formas de poemas, prazerosamente assinados pelos seus autores. Tal reconhecimento fez com que o Grupo JB fosse considerado como o segundo grupo especializado em samba. Com isso, fizeram escola para muitos grupos novos que na casa ensaiavam e faziam shows para seus freqüentadores.
Em 1988, o Grupo JB, lançau o seu primeiro LP “A REDE”, lançado pela Gravadora Continental e que foi tocada por toda mídia. Na mesma década, o grupo é homenageado pela cantora Leci Brandão e pelo cantor Reinaldo, na música “Me Perdoa Poeta”. A letra da música contesta uma frase dita certa vez pelo poeta Vinícius de Moraes “São Paulo é o túmulo do samba”. Os compositores mostram na letra que pela experiência vivida, na cidade de São Paulo, que na metrópole o samba é vivo, e falam de todos os responsáveis pela manutenção do estilo, inclusive o Grupo JB responsável pela criação da casa de samba paulista “JB Sam`bar”.
Com todo esse incentivo o grupo continuou a sua caminhada, lançando em 1991, o segundo LP “Loucamente Apaixonado” pela Bullet; E em 1993, o terceiro LP “Flutuando em Melodias” pela Zinbabwe.
Ao completar 26 anos de sua existência, o Grupo JB comemorou a sua maturidade lançando pela Paradoxx Music, com produção de Osmil Camargo e Eugênio Alves, o quarto CD “Jeito Bom de Amar”, nesta produção, o amor pelo samba é encarado com um jeito moderno, dando um apanhado geral no estilo musical e suas tendências tocando Samba, Rock-Samba, MPB com Gonzaguinha e Djavan, e até Reggae. Tudo produzido com muito balanço, sem perder seu próprio referencial de trabalhar em beneficio da sobrevivência da verdadeira raiz do samba.
No ano de 2001, o Grupo JB lançou seu mais recente trabalho, intitulado “Os grandes Sucessos do Grupo JB”, pela gravadora Rhythm and Blues, sendo este uma coletânea dos seus maiores sucessos como, A Rede, O Ar que Respiro, Simone, Carrossel “fevereiro”, Beijo na Boca, e outras mais. Incluindo uma música inédita “Escrito no Ar”, composta e produzida pôr um dos maiores nomes da MPB, Benê Alves.
O Grupo JB, pelo respeito conquistado no mundo do samba, ainda foi convidado para participar das seguintes coletâneas:
LP Pagode da Hora, com a música “Ponto Final” (Continental);
· LP Band Brasil vol. ll, com a música “Sinherê Sinherá” (RGE);
· LP Band Brasil vol. lV, com a música “Ar que Respiro” (RGE);
· LP Sabor Brasil, com a música “Simone” (Kaskatas);
· CD Patrícia Liberato, com a música “Na Palma da Mão” (Paradoxx);
· CD O Samba Cura, com a música “Noite Fria” (Vellas);
· CD Virou Pagode, com as músicas “Muito Obrigado e Verbo Eu” (Paradoxx);
· CD Segunda Absoluta do Consulado da Cerveja, com a música “Minha Gatinha” (Eldorado);
· CD Clube do Samba com as músicas “O Ar que Respiro e Sedução” (Rhythm and Blues).
· CD Galeria do Samba Vol. 1 com a música “O Ar que respiro”.
· CD Galeria do Samba Vol. 2 com a música “A Rede”.
· CD/DVD 25 anos da Radio Transcontinental FM com a Música "O Ar que Respiro".
Com toda essa dedicação ao samba, trazem em sua trajetória a promoção de shows com D. Ivone Lara, Eliana de Lima, Gilberto Gil, Grupo Fundo de Quintal, Grupo Raça, Grupo Katinguelê, Grupo Pirraça, Neguinho da Beija-Flôr, Martinho da Vila, Clube do Balanço, Art Final, Originais do Samba, Reinaldo, Biro do Cavaco, Arlindo Cruz e Sombrinha, Grupo Revelação, Exaltasamba, e muitos outros.
Com isto o Grupo JB conseguiu fazer parte da evolução da história do samba paulistano, sem perder sua principal característica: a perseverança.
Os integrantes do Grupo JB são:
· Banjo, Cavaco, Violão: Ruy Humberto;
· Ganzá, tamborim e Cuíca: José Irineu;
· Reco - Reco, Efeitos Especiais: Antonio Carlos;
· Repique de Mão e Vocal: Valdir.
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